2 anos depois, governador enterra Agecopa e cria estrutura “enxuta”

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Eder Moraes, Francisco Vuolo e Djalma Mendes devem sofrer os impactos da decisão de Silval Barbosa de acabar com a Agecopa

      Há exatos dois anos após sua criação, o governador Silval Barbosa (PMDB) optou pela extinção da Agecopa. A iniciativa partiu do antecessor Blairo Maggi (PR), hoje senador, que criou uma autarquia com autonomia absoluta para os 7 diretores e com abertura para até 80 cargos.

     Neste período, a Agecopa inchou, seus diretores mantiveram conflitos constantes, tanto que Adilton Sachetti, então presidente, pediu exoneração do cargo após divergências com o diretor de Assuntos Estratégicos Yuri Bastos Jorge.

     A saída de Sachetti “escancarou” de vez a existência de uma verdadeira crise política por poder dentro da agência, responsável por elaborar e conduzir a execução de todas os projetos necessários para preparar Cuiabá para a Copa de 2014.

      Seu sucessor, Eder Moraes, também enfrenta crises internas, especialmente com o diretor de Infraestrutura Carlos Brito. Ambos trocaram farpas publicamente durante audiência convocada pela Assembleia para discutir o melhor modelo de transporte coletivo rápido com vista aos jogos da Copa do Mundo de 2014. Após o episódio, o presidente entregou o pedido de exoneração do diretor a Silval.

     Silval resolveu fazer alterações na estrutura da agência. Deixou de ser colegiada passando para presidencialista e executiva”. A autarquia emprega hoje cerca de 100 pessoas, incluindo aquelas em cargos comissionados e os cedidos pelo Estado, e detém orçamento anual de R$ 250 milhões.

     Agora, o governador não depende da Agecopa para fechar financiamentos. Para ter mais autonomia e não depender da Assembleia, com a aprovação de dois terços dos deputados, ele acabou com a Agecopa.

     Estuda-se a nomenclatura de secretaria da Copa, a Secopa. Essas mudanças impactam também nos secretários extraordinários de Acompanhamento das Obras do PAC e Copa, Djalma Sabo Mendes, e Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo.

     Eder continuaria à frente da nova secretaria e o governador estuda reduzir a atividade dos adjuntos. Em vez de 6, tese defendida por muitos, o governador tende a criar 3. Entre os setores que podem perder espaço estão a Comunicação e a Infraestrutura, já que na estrutura existem pastas com estes nomes.

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