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O bloco de oposição ao Governo Silval Barbosa (PMDB), proposto pelo senador Pedro Taques (PDT) e que reúne os partidos que integram a coligação "Movimento Mato Grosso Muito Mais" (PDT, PSB, PPS e PV), já ganhou o reforço do PSDB, do ex-prefeito Wilson Santos.
O PTB, liderado pelo prefeito Chico Galindo, optou por acenar para um entendimento com o Palácio Paiaguás. A incógnita é o DEM, do senador Jaime Campos.
Os três partidos foram convidados por Taques para compor o bloco de oposição, durante reunião da coligação, na semana passada, no gabinete do pedetista, em Cuiabá. Além do senador, o bloco conta com líderes políticos como o empresário Mauro Mendes (PSB), o deputado estadual Percival Muniz (PPS) e o deputado federal Valtenir Pereira (PSB).
A indecisão do DEM em compor o "blocão" de Taques se deve às conversações que o grupo liderado por Jaime Campos vem mantendo com o governador Silval Barbosa. Embora tenham feito oposição radical ao peemedebista, nas eleições de 2010, os democratas foram convidados a integrar o staff do Palácio Paiaguás.
Em entrevista ao MidiaNews, entretanto, o presidente do Democratas, Oscar Ribeiro, informou que não há nenhuma definição nesse sentido. Ele reforçou que não são segredo as tratativas que a sigla vem fazendo com o Governo do Estado. Ainda assim, Ribeiro afirmou que o DEM está aberto a conversações com o PDT.
De acordo com presidente democrata, na segunda-feira (14), o partido não compareceu à reunião liderada por Taques, quando foi apresentada a ideia do "blocão" de oposição, em função da ausência do senador Jaime Campos. A alegação é de que Jaime é a referência principal, sobretudo, quando se trata de a sigla tomar qualquer tipo de decisão.
"Não há nada em definitivo, nada foi conversado e não trocamos opinião com nenhum dos companheiros, inclusive, com o próprio Jaime. Ele não abordou esse tema dentro do partido. Mas, conversar nunca fez mal a ninguém. Estamos abertos ao diálogo amigável com todas as forças políticas do Estado", disse Ribeiro.
PSDB
Na terça-feira (15), os tucanos estiveram reunidos e decidiram aderir ao movimento liderado pelo senador Pedro Taques, porém com ressalvas.
De acordo com a presidente do diretório regional tucano, a ex-deputada federal Thelma de Oliveira, a adesão ao grupo é com foco no acompanhamento das ações que o governador Silval Barbosa executará, no comando do Executivo Estadual.
"Vamos avaliar as propostas e encaminhamentos que eles [Governo] vão dar. vamos acompanhar se as promessas de campanha estão sendo cumpridas. Mas, também vamos continuar discutindo a possibilidade de ter candidatura própria", afirmou, citando que o foco do PSDB será nas eleições de 2012, principalmente para a Prefeitura de Cuiabá.
Apesar da "independência", Thelma não citou possíveis nomes que o PSDB pode levar a disputar as eleições do ano que vem.
"A participação e adesão ao bloco de oposição não significam que não temos candidatos. Nós apenas não temos nomes definidos para a disputa agora", reforçou Thelma de Oliveira.
PTB
Principal líder do partido, o prefeito Chico Galindo negou que tenha recebido, oficialmente, convide do senador Pedro Taques para aderir aum bloco de oposiçãoa Silval.
Ainda assim, o prefeito adiantou que não pretende fazer oposição a Silval, que tem sido parceiro em diversos setores da Capital. A revelação, por sinal, foi feita na manhã de terça-feira (15), durante visita ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Na ocasião, o governador anunciou o repasse de R$ 1,5 milhão para ampliação de leitos da unidade sanitária.
"Eu não tenho nenhum interesse em discutir esse assunto. Mas, o PTB vai querer o que é melhor para Cuiabá. E, nesse momento, é nossa aproximação com o governador que já está ajudando a Capital", observou Galindo.
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