Testemunhas depõem na CPI da Copa

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as obras da Copa do Mundo de 2014 houve nesta manhã três testemunhas, entre os quais ex-funcionários da extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

A CPI começou questionando o presidente e proprietário da empresa TTRans, Massimo Giavina Bianchi, que à época de decisão pela escolha do VLT para Cuiabá, foi decisivo por ter alegado que valor do modal ficaria próximo a R$ 700 milhões. Também estão previstos os depoimentos dos engenheiros Gamalliel Cruz Soares e Jamir Silva Sampaio. 

Acompanhe em tempo real:

11h40 – Gamalliel foi questionado sobre a assinatura dele em contratos do VLT. Contudo, o engenheiro demonstrou insegurança em responder aos questionamentos dos parlamentares. A CPI então foi encerrada, sob aparente ira de Oscar Bezerra que alegou estar descontente com a “pífia contribuição” do engenheiro. A próxima reunião será realizada as 14h desta quarta-feira (27).

11h30 – O engenheiro Jamir Silva Sampaio, também ex-funcionário da Secopa não vai depor hoje. Ele foi dispensado porque os deputados vão ter um compromisso com o governador interino, Guilherme Maluf (PSDB).

Vinícius Bruno

Ex-funcionário da Secopa é questionado neste momento pelos parlamentares na CPI das Obras 

11h19 – O engenheiro Gamalliel Cruz Soares começa a depor durante a CPI das Obras da Copa. Ele é ex-servidor da Secopa, e agora atua na Secretaria de Estado de Cidades (Secid/MT).

11h12 – Encerrou a oitiva de Massimo Bianchi. O deputado Oscar Bezerra declarou estar insatisfeito com o depoimento do empresário, e alegou que ele ‘protegeu’ possíveis agentes responsáveis pelos demandos na construção do VLT. 

10h57 – A CPI segue em verdadeiro clima de “nada sei”. Esta tem sido a resposta de Massimo Bianchi à maioria dos questionamentos realizados pelos parlamentares.  

10h37 – A TTrans possui 95% de participação no mercado brasileiro em bilhetagem para veículos estruturantes, como é o VLT. A característica da empresa garante que ela será a responsável pelo sistema de bilhatagem em Cuiabá, caso o VLT seja concluído. A TTrans também é citada na investigação do Cartel dos Metrôs em São Paulo, e traz consigo o estgma de se relacionar com as principais empresas investigadas no escândalo paulista.  

10h20 – Oscar Bezerra questiona a legitimidade da participação da TTrans na licitação para assumir as obras do VLT. A indagação de Bezerra se baseia no fato da empresa ter oferecido estudo de custo ‘gratuitamente’ ao governo do Estado. Na opinião do parlamentar havia interesse já manifestado antes mesmo da abertura licitatória. Todavia, Massivo rebate dizendo que a sugestão realizada por meio do estudo se deu mediante a política da empresa TTrans em realizar estudos sem custo à administração pública. “Nossa participação na licitação foi marginal”, relata Massimo Bianchi. 

10h06 – O deputado Oscar Bezerra, que é presidente da CPI, considerou irresponsável a declaração de Massimo Bianchi em Audiência Pública realizada em 2010, na qual o engenheiro Massimo Bianchi havia declarado o valor de R$ 700 milhões. Massimo rebete dizendo que o levantamento à época se tratava de uma coleta sobre como estão os VlTs no mundo. Bezerra enfatizou que a informação se tratou de “um furo”, já que hoje o VLT deverá custar mais de R$ 2 bilhões. 

9h52 – Massimo Bianchi disse que o estudo considerou a aquisição de 20 vagões que custariam US$ 87 milhões. O valor é bem inferior ao dos 40 vagões adquiridos por aproximadamente R$ 500 milhões e que se corroem sob a ação do tempo em pátio não terminado em Várzea Grande. 

Vinícius Bruno

Massimo Bianchi é proprietário da TTrans que estipulou preço de R$ 700 milhões para o VLT

9h46 – Bianchi explica que o valor considerou uma média da construção de outros modais. “O estudo permite dizer que o melhor modal para Cuiabá, do ponto de vista técnico, seria o VLT. Este era o propósito do estudo”.

9h44 – O presidente da TTrans, Massimo Giavina Bianchi relata neste momento na CPI da Copa e fala sobre estudo de valores do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ele afirma que o modal em Cuiabá custaria menos de R$ 700 milhões. Bianchi afirma que não recebeu nada à época para realizar o estudo. 

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