Governo apresenta resultado completo do VLT

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O governo do Estado de Mato Grosso apresenta na tarde desta quinta-feira (7) o resultado completo da auditoria realizada pela empresa KPMG nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O modal de transporte deveria ter ficado pronto para a copa do mundo em 2014. 

Em março de 2015, o Governo do Estado juntamente com os Ministérios Públicos Federal e Estadual ingressaram com uma ação na Justiça Federal contra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. A justiça determinou a suspensão do contrato e autorizou a contratação de uma empresa independente para avaliar valores para retomada da obra, padrão tarifário e operacionalização do modal. Após processo licitatório, a empresa KPMG foi selecionada e iniciou os trabalhos em novembro do ano passado.

A KPMG foi responsável por apresentar relatórios detalhados ao Estado sobre a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término de obras, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos, proposta de integração do modal à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande, como também o cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

Em janeiro deste ano, a empresa apresentou o primeiro relatório e apontou que a retomada da obra deverá custar mais R$ 602 milhões ao Estado. Ou seja, R$ 535 milhões a menos que o valor exigido pelo Consórcio VLT Cuiabá-VG, que era de R$ 1,135 bilhões, para dar continuidade à obra. A íntegra da primeira parte do relatório foi disponibilizada pelo Governo do Estado para consulta na internet.

No início de março de 2016, o governo recebeu da KPMG os dois últimos relatórios referentes à tarifação e operacionalização do modal. Os estudos foram protocolados na justiça no dia 28/03 e serão apresentados à sociedade nesta quinta-feira.


Histórico

O VLT deveria ter sido concluído e entregue à população em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo. A atual gestão estadual discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra, pelo menos, R$ 1,1 bilhão para a finalização da obra.

O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos pelo Governo do Estado.

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