Fernanda Escouto
Durante sessão na Assembleia Legislativa (ALMT) o deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso, Zeca Viana rebateu as críticas feitas pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Paulo teria dito á imprensa que as informações feitas pelo parlamentar de que o governador Pedro Taques (PDT) teria negociado cargos no Governo seria mentira.
Em seu discurso na tribuna, Viana retruca o secretário o chamando de irresponsável e mentiroso. Ele ainda ressalta que Paulo não entende de política e sim do mundo jurídico.
“É inadmissível um secretário irresponsável, um secretário que talvez não entenda do mundo político, chegar e chamar um deputado de mentiroso na imprensa. Mentiroso é ele, vagabundo”.
O presidente do partido alega que o governador, no começo do mandato, afirmou que o Estado não contrataria servidores “ficha-suja”, porém hoje existem vários secretários com problemas judiciais na atual gestão.
“Tem assessor chefe na secretaria de Meio Ambiente que é um caboclo mais sujo que pau de galinha e está lá nomeado por ele. Está debaixo do nariz dele uma secretária que foi condenada a devolver dinheiro público. Tem outro secretário condenado pelo Tribunal de Contas a devolver dinheiro público e está lá. O que é ficha-suja para este cidadão?”, questiona.
Viana enxerga como um desrespeito o acontecido e cobrou dos outros deputados um poscionamento.
“Quero fazer um apelo, se omitirmos e ficarmos quietos, amanhã ou depois um secretário está passando por cima de nós. Eu fui eleito com 35.300 votos para representar o cidadão brasileiro. Ele foi nomeado por um cidadão só, pelo o governador. Ele tem que respeitar esse parlamento e os parlamentares, não é possível que vamos admitir um secretário tentar abusar do seu cargo contra os parlamentares”.
O discurso é finalizado quando Zeca relata que não sente vergonha em ter ajudado Pedro Taques a ser eleito governador do Estado.
“Eu carreguei ele no ombro por quatro anos, por mais de mil horas no meu avião, sem receber 1 litro de gasolina para ele ser governador desse Estado, então eu exijo respeito desse vagabundo[…] o governador tem que se manifestar sobre o caso, porque se for necessário nós pedimos a cabeça dele para substituição de secretário. O governador precisa se solidarizar conosco, queremos harmonia e não imperialismo do jeito que eles querem fazer”, pontuou.
O líder do governo, o deputado Wilson Santos (PSDB) afirmou que o episódio foi um fato isolado e já foi superado. “Isso faz parte do cotidiano e pode acontecer com outros deputados, agora é hora de seguir em frente”.