CADEIA DE NOVA MUTUM Com audiência marcada, fugitivo se entrega; 15 são procurados

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Mais 1 dos 27 fugitivos da Cadeia Pública de Nova Mutum (264 Km ao norte de Cuiabá) se apresentou nesta terça-feira (10) e com isso, as forças policiais na região ainda continuam o cerco à procura de outros 15 foragidos. Trata-se do latrocida Pablo Henrique da Silva Araújo, que decidiu se entregar acompanhado de uma advogada porque ele tinha que comparecer a uma audiência às 15h30 no Fórum de Nova Mutum relativo a um processo por crime de receptação no qual ele é réu.

De acordo com a delegada que investiga a fuga, Angelina de Andrade Ferreira, no momento em que ele chegava à delegacia a Polícia Militar também chegou junto, mas não foi uma recaptura, uma vez que ele já havia combinado de se apresentar. O criminoso será interrogado pela delegada somente nesta quarta-feira (11), pois nesta terça a prioridade era ser ouvido pela Justiça na audiência já agendada. Também é aguardada a apresentação de uma das mulheres suspeitas de envolvimento na fuga para ser ouvida pela delegada.

Pablo teve a prisão preventiva decretada no dia 21 de julho de 2014 pela juíza Myrian Pavan, da 2ª Vara Criminal de Nova Mutum, devido a existência de indícios de autoria e materialidade do crime de homicídio qualificado praticado contra a vítima Deyvid Cossul. O próprio interrogatório dele, onde assumiu a autoria do crime e narrou a prática delitiva com riqueza de detalhes, motivou a prisão preventiva. O latrocínio que ele é acusado, de acordo com a delegada, foi praticado em julho de 2014.

A fuga – Os 27 presos fugiram pela porta da frente da Cadeia de Nova Mutum na noite da última quarta-feira (4) com a ajuda de 2 mulheres que levaram wisks e energéticos para consumirem junto com os 2 agentes que estavam de plantão. Na bebida continha uma substância que fizeram os servidores dormirem. Assim, aproveitando-se que os agentes estavam dopados, as celas da cadeia foram abertas resultando na fuga em massa, além do roubo de 3 espingardas e 1 revólver calibre 38 de propriedade do Estado.

Pelo crime, estão presos os agentes penitenciários Fabian Carlos Rodrigues Silva, o Fabi, e Luiz Mauro Romão da Silva, conhecido como Romão e ainda o ex-diretor da unidade, Henrique Francisco de Paula Neto, o Chindo. Os 3 são acusados de facilitação de fuga e ainda são alvos de denúncias de presos que relataram a cobrança de propina entre R$ 800 a R$ 1,5 mil para permitir a entrada de drogas e outros objetos ilícitos na cadeia.

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