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A coação e ameaças contra índios da etnia Kanela do Araguaia é alvo de inquéritos instaurados no Ministério Público Federal (MPF). A ausência de demarcação de um território para os indígenas os coloca em uma situação de insegurança. Conforme o órgão, o grupo também sofre com os constantes bloqueios que impedem o acesso à Aldeia Porto Velho, situada nas margens do rio Tapirapé entre os municípios de Santa Terezinha e Luciana, na região nordeste de Mato Grosso.
Os índios Kanela do Araguaia têm origem no estado do Maranhão e atualmente vivem como ‘nômade’, pois são praticamente obrigados a mudarem a de lugar a cada ameaça sofrida pela etnia.
Obras na rodovia MT-100 e bloqueios de estradas por fazendeiros estão entre os problemas enfrentados pelos indígenas e fazem parte de um dos inquéritos instaurados pelo MPF que investiga as dificuldades de acesso aos territórios tradicionalmente ocupados por membros da etnia indígena Kanela, na região da Aldeia Porto Velho.
O outro inquérito civil tentará identificar a delimitação, demarcação e regularização das terras ocupadas pela etnia Kanela nas margens do rio Tapirapé. O Ministério Público Federal já solicitou informações para a Funai sobre o tramite dos estudos relativos ao pleito dos indígenas.
História- Os índios Kanela saíram do Maranhão nos anos 40 em decorrências de ameaças e passaram a viver em Mato Grosso, na região dos rios Araguaia e Tapirapé.
Os primeiros registros da presença dos Kanela no noroeste de Mato Grosso são da década de 1950. Porém, apesar das constantes violências e perseguições, algumas famílias permanecem na aldeia Porto Velho, às margens do rio Tapirapé, localidade em que reivindicam o reconhecimento de seu território.
A maioria dos indígenas mora nas cidades vizinhas da região em condições precárias e com o desejo de ver o povo Kanela novamente reunido. Atualmente os índios Kanela são uma população de aproximadamente 800 pessoas. (Com assessoria de imprensa)
