Pedro Henry pede para trabalhar no IML de Cuiabá

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Condenado a 7 anos e 2 meses de prisão pelo crime de corrupção passiva, o ex-deputado federal Pedro Henry quer trabalhar no Instituto Médico Legal (IML) da Capital. Nomeado para o cargo de perito médico-legista desde 1986, pretende acumular os plantões na unidade, localizada no bairro Carumbé, com o trabalho que exerce no Hospital Santa Rosa. O pedido foi protocolado pelos advogados de Henry nesta semana, informação confirmada pela assessoria da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT), e será analisado pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Geraldo Fidélis.

De acordo com a assessoria do magistrado, o pedido foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), analisou a solicitação e emitiu um parecer sobre o assunto, ainda não divulgado. O ganho médio de um profissional da área é de aproximadamente R$ 7,5 mil. Como coordenador administrativo do Hospital Santa Rosa, ele já recebe R$ 7 mil por mês.

Henry estava afastado da função, ligada à Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec), para exercer cargo público. Neste período não recebeu nenhum salário do órgão. Como renunciou ao mandato de deputado federal ele tem, obrigatoriamente, que solicitar a lotação no órgão e voltar a trabalhar, motivo pelo qual o pedido foi formulado pelos defensores de Henry.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública confirmou a existência do processo para que Henry volte a trabalhar. Um ofício foi encaminhado para a Superintendência de Gestão de Pessoas solicitando o reenquadramento. No entanto, isso só ocorrerá após a autorização de Fidélis, magistrado responsável pela execução da pena do ex-deputado federal em Mato Grosso.

O ex-parlamentar não corre o risco de perder o emprego como servidor público, mesmo após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal como participante do esquema conhecido como “Mensalão”. Isso porque a perda do cargo de médico-legista só poderia ocorrer se ele fosse condenado por outros crimes, como o de improbidade administrativa. Desde o dia 9 de janeiro ele, que está preso desde o ano passado, começou a trabalhar no hospital privado.

A reportagem entrou em contato com os advogados Décio e Raphael Arantes, responsáveis pela defesa do ex-deputado. Raphael chegou a atender a ligação, mas disse que não poderia comentar o assunto, alegando estar em uma audiência. Ele não atendeu aos novos chamados.

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