Polícia prende um dos suspeitos da fraude milionária na Caixa

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Operação Éskhara desarticulou quadrilha que teria desviado R$ 73 milhões da Mega-Sena

A Polícia Federal confirmou, por meio de seu perfil no Twitter, a prisão de um dos foragidos da Operação Éskhara, que visa a desarticular uma organização criminosa que praticou umafraude milionária na Mega-Sena. O detido é o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto, que disputou a vaga em 2010 pelo PMDB do Maranhão.

Segundo o delegado federal Omar Pepow, o suplente foi detido entre as cidades de Carolina e Estreito, na região sul do Maranhão. Neto está sendo conduzido para Araguaína, onde deve prestar depoimento ainda hoje (18).

Pepow afirmou à Agência Brasil que, ao investigar a fraude denunciada pelo próprio banco estatal, a PF encontrou indícios de que Neto forneceu uma conta de luz de uma ex-empregada sua para que integrantes do esquema abrissem uma conta-corrente numa agência da Caixa de Tocantinópolis (TO).

Operação da PF foi deflagrada na última sexta-feira (17) em três Estados para desarticular uma quadrilha que teria desviado R$ 73 milhões da Mega Sena, jogo de loteria da CEF (Caixa Econômica Federal). O banco relatou à PF que se trata da maior fraude já sofrida em toda sua história.

Outros quatro mandados de prisão preventiva, dez mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva estão sendo cumpridos nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.

A PF explica que a fraude consistiu na abertura de uma conta corrente na agência da Caixa no município de Tocantinópolis em nome de uma pessoa fictícia, criada para receber um falso prêmio da Mega-Sena no valor aproximado de R$ 73 milhões. Em seguida, o dinheiro creditado foi transferido para diversas contas.

Operação

No decorrer da investigação, foi preso o gerente geral da agência de Tocantinópolis. Até este sábado, já haviam sido recuperados aproximadamente 70% do dinheiro desviado. Participam da operação 65 policiais federais dos estados do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, receptação majorada, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas, caso condenados, podem chegar a 29 anos de reclusão. A PF informa que continuará com as investigações, já que trabalha com a possibilidade de existirem outros fraudadores — ou seja, poderão surgir novas prisões.

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