Maicon, Daniel Alves e Marcos Rocha.
Esses eram os laterais direitos que Felipão confiava para a Copa.
Confiava.
Marcos Rocha acaba de jogar no lixo a possibilidade de jogar o Mundial.
Há enorme chance que seja despachado do Atlético Mineiro.
Foi revoltante a atitude do jogador ontem no Marrocos.
Ao ser substituído, ele não teve o menor respeito.
Ou constrangimento de xingar o técnico.
Vivido, sabia que as câmeras do jogo apontavam na sua direção.
Tinha plena consciência do que fazia.
Balançou a cabeça, revoltado, discordando da substituição.
Ficasse nisso, tudo bem.
Mas não, quis humilhar seu técnico.
E xingou, com ódio, sem o menor constrangimento.
“Burro pra caralho. Cuca é o caralho! Vai tomar no…”
Uma agressão gratuita, absurda.
Desrespeito total também a Luan que entrava no seu lugar.
Um tapa na cara de quem acompanhava a partida pela televisão.
As frases foram nítidas demais.
Indigna postura de um jogador da Seleção Brasileira.
O pior foi que depois de tomar banho, mais calmo, não mostrou arrependimento.
“Eu saí, não concordei com a substituição, fui ao vestiário e voltei ao banco para continuar torcendo. Tenho o direito de concordar ou não. Foi opção do Cuca. Achei que não era válida a substituição. Não achei correta a substituição.”
Assim, direto, sem procurar enrolar.
Não gostou de sair, não concordou e xingou.
Chamou seu treinador de burro e o mandou tomar no …
É assim que Marcos Rocha tem de agir em uma semifinal de Mundial.
Pela postura, se fosse na Copa do Mundo tomaria a mesma atitude.
Olharia para Felipão e o xingaria.
Afinal, quando não concordar quando for substuído, se acha no direito de desabafar.
A direção do Atlético, os torcedores, a imprensa, todos estão esperando.
Cuca terá de agir.
Não há como colocar Marcos Rocha para jogar na disputa do terceiro lugar.
Seria a sua desmoralização total como treinador.
Alexandre Kalil tem de tomar providências.
E vender o lateral.
Que tipo de atleta é esse?
Felipão espalha aos quatro ventos que não tolera insubordinação.
Há muito tempo um jogador não era tão agressivo com o próprio técnico.
Não há como acreditar que não fará a mesma coisa na Seleção.
Ou em qualquer equipe que estiver atuando.
Já há um movimento para que o lateral seja perdoado.
Cuca já vai embora, acertou com a China.
Marcos Rocha é um lateral com bom potencial para o Atlético.
Os dirigentes brasileiros são permissivos.
Mas se Kalil se dobrar dará um péssimo exemplo.
No próximo ano, o jogador que quiser pode xingar o técnico, o presidente.
Felipão levaria Djalminha para a Copa de 2002.
Estava mais do que certo.
Seria a grande opção criativa para o meio de campo no banco.
Mas o jogador em um treinamento discutiu com seu treinador.
E lhe deu uma leve cabeçada.
No mesmo dia, Felipão deixou claro que não o levaria para a Coréia e Japão.
Abria mão do talento em nome da disciplina.
Marcos Rocha é apenas a terceira opção para a lateral.
O que fez foi abominável.
Merece uma resposta à altura.
Até para servir de exemplo para os jogadores brasileiros.
Pessoas ligadas a Felipão já espalham que ele tomará esta decisão.
Marcos Rocha será esquecido para a Copa.
Para sua total falta de sorte, Scolari é amigo e gosta muito de Cuca.
Tomou para si a grave ofensa.
Se sente na obrigação de ser solidário.
Tudo que já era vexatório para o Atlético Mineiro, ficou pior.
Um jogador que chama seu treinador de burro e o manda tomar no … é absurdo.
E com a cabeça fria, não mostra arrependimento.
No futebol profissional existe hierarquia.
Se Cuca não tomar atitude, Felipão tomará.
Marcos Rocha vai aprender da pior maneira.
O treinador da Seleção o descartará da Copa.
O jogador não xingou apenas seu técnico.
Não teve o menor respeito por seus companheiro, por seu clube.
Não há perdão para seus palavrões.
Não é esse tipo de atleta que merece jogar pela Seleção.
Disputar a Copa no Brasil.

