Sete grupos, sendo dois consórcios e cinco empresas isoladas vão participar do leilão de concessão do trecho da BR-163. As informações são da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As empresas CCR (CCRO3), Triunfo (TPIS3), Odebrecht, Invepar e Galvão Engenharia entregaram cada, uma proposta isolada para participarem do leilão. Já a Ecorodovias (ECOR3) formou consórcio com seis outras empresas, enquanto a Fidens Engenharia entregou a proposta em consórcio com quatro outras companhias.
O trecho a ser leiloado possui 855 quilômetros, com início na divisa com o estado de Mato Grosso do Sul e término no km 855, em Mato Grosso. A entrega das propostas encerrou no final da manhã desta segunda. Na quarta-feira (27), será realizado o leilão na sede da BM&FBovespa.
Entre os que formaram consórcio, a Ecorodovias se uniu a Coimex Empreendimentos e Participações, Rio Novo Locações, Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação, Contek Engenharia, A. Madeira Indústria e Comércio e a Urbesa Administração e Participações.
Já o consórcio da Fidens tem também a Construtora Artepa M. Martins, Via Engenharia, Construtora Barbosa Mello e Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S/A, mantendo a composição do consórcio que participou do último leilão de rodovias em setembro.
A BR-163 é o maior corredor de escoamento da safra agrícola, que a cada ano bate recordes de crescimento, mas enfrenta problemas por conta da ineficiência logística de transporte para escoamento da produção, que promove uma perda estimada entre R$ 1,2 até R$ 2 bilhões por ano. A perda, segundo a Federação Agrícola e Pecuária de Mato Grosso (Famato), é por causa das condições de trafegabilidade que elevam os custos do frete, além da própria perda de grãos ao longo das rodovias que chegam agora a Rondonópolis onde se encontram o maior terminal de cargas da América Latina da Ferronorte.
