Professores de MT entram em greve por tempo indeterminado

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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no ensino Público de Mato Grosso os professores da rede estadual de ensino deflagraram greve a partir desta segunda-feira (12). A decisão de paralisação por tempo indeterminado, foi tomada durante assembleia geral da categoria na segunda-feira (05) na Escola Estadual Presidente Médici em Cuiabá.

Na pauta de reivindicações, os docentes exigem a aplicação dos 35% dos recursos do Estado em educação, a realização de concurso público, cumprimento da hora-atividade, investimento nas unidades escolares e compromisso de valorização profissional do trabalhador por meio da dobra do poder de compra num prazo estabelecido de no máximo 7 anos.

Cerca de 2 mil trabalhadores da educação, entre professores, técnicos e apoios administrativos de 90 municípios participaram da assembleia geral.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT) chegou a encaminhar, no final de junho, quando os trabalhadores começaram a articular uma nova breve, um documento com propostas para tentar atender a pauta de reivindicações. Mas as propostas do governo foram consideradas insatisfatórias pelos profissionais da educação e a ideia de greve continuou a ganhar força. Presidente do Sintep, Henrique Lopes do Nascimento disse que o documento se mostrou muito frágil em relação ao que a categoria reivindica desde 2012.

Agora o sindicalista confirmou que com a greve, todos os alunos da rede estadual ficarão sem aulas por tempo indeterminado a partir desta segunda. Os profissionais querem que a Secretaria Estadual de Educação convoque os professores já aprovados em concurso público e pelo menos apresente uma nova proposta, desde que não sejam as mesmas já apresentadas e rejeitadas pelos servidores. Henrique destaca que a pauta atual já é conhecida do governo estadual e os trabalhadores não encontram respostas para avançar. “Exigimos uma política de estado, que transponha a política de governo. Quando se fala em ensino médio, nós temos além da ausência de instrumentos pedagógicos a falta de investimentos concretos em infraestrutura e pessoal”, ressalta.

Arquivo 
Secretário de Educação de Mato Grosso, Ságuas Moraes

Outro Lado: De acordo com o Secretário de Educação de Mato Grosso, Ságuas Moraes a iniciativa dos servidores foi precipitada, uma vez que há um diálogo em curso. “Ampliamos a discussão, incluindo o governador Silval Barbosa (PMDB) e outras secretarias. Criamos grupos de estudo e de trabalho, todos para atender as reivindicações. A greve nos pegou de surpresa”.

Mesmo assim, Ságuas destaca que não haverá nenhum retrocesso naquilo que já foi acordado por conta da paralisação dos trabalhos. “Vamos continuar a fazer tudo aquilo que já estava combinado. Nossa parte será cumprida”. (Colaborou Welington Sabino)

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