PF prende 17 acusados de fraude e apreende ouro e dinheiro

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Em um prazo de 10 dias, a Polícia Federal deverá concluir as investigações que levaram à deflagração da Operação Eldorado, na terça-feira (6), para combater a extração ilegal de ouro no Norte de Mato Grosso.

A operação investiga negócios em garimpos e áreas indígenas na divisa de Mato Grosso com o Pará.

O último balanço da PF revela que 17 pessoas foram presas. No total, foram expedidos 28 mandados de prisão temporária e mais 64 de busca e apreensão . 

Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Mato Grosso e estão sendo cumpridos também nos estados do Pará, Rondônia, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

Durante a operação, os agentes apreenderam 23 quilos de ouro, além de dinheiro, em reais e em várias moedas estrangeiras. 

Os 23 quilos de ouro estão avaliados em cerca de R$ 2 milhões. Parte do produto – 21 quilos – foi encontrada em poder do empresário Valdemir Melo, proprietário da empresa Parmetal, com sede em Cuiabá, e de seu filho Artur Melo. 

Eles foram presos na manhã de terça-feira, na Capital, por agentes da PF. 

Os outros dois quilos foram apreendidos em Novo Progresso (PA), cidade que faz divisa com Mato Grosso. 

Além do minério, a PF apreendeu R$ 47.178,00 mil – sendo R$ 38 mil em Novo Progresso e R$ 13 mil em São Paulo. 

Também foram apreendidos: 9.720 euros; 5.455 libras esterlinas; 17.334 dólares americanos; 1.265 dólares canadenses; 550 mil pesos chilenos; 3.500 pesos mexicanos; 7.400 pesos argentinos; 14.000 ienes; 100 bolivianos; 410 francos suíços e 120 kronors suecos. 

De acordo com a PF, em 10 meses de investigação, descobriu-se que uma das três distribuidoras envolvidas no esquema movimentou algo em torno de R$ 150 milhões. 

Entre os presos está um oficial da Marinha do Brasil, lotado na região Norte do Estado. 

Ele seria encarregado de legalizar o transporte do produto em embarcações, com o uso de notas fiscais falsas.

Segundo a PF, índios também estariam envolvidos no esquema, mas nenhum foi preso ainda, no decorrer da operação. 

Esquema criminoso 

O ouro era extraído de terras indígenas e de garimpos ilegais localizados na região Norte do Estado, no rio Teles Pires. Depois de adquirido, o minério era comprado por empresas distribuidoras de títulos mobiliários. 

O delegado federal Wilson Rodrigues de Souza Filho, responsável pelas investigações, disse que o esquema possuía, ao menos, quatro etapas até ser concluído: a extração, a transformação em ouro legal, o transporte para os grandes centros – São Paulo, principalmente — e a comercialização diretamente com investidores. 

Ele também informou que ficou caracterizado que a organização criminosa, era uma quadrilha armada, já que duas armas foram encontradas com os investigados. 

A Polícia Federal analisou cerca de 40 mil notas fiscais frias, utilizadas para dar sustentação ao esquema de extração ilegal de ouro nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. 

Os acusados responderão por crimes ambientais, exploração ilegal de área permanente, poluição e destruição de área de preservação permanente, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. 

O inquérito deverá ser concluído em até 10 dias.

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