Delegado em inquérito, Curado defende Maggi e Abicalil

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Responsável pelo inquérito do "Dossiê dos Aloprados", quando era delegado da Polícia Federal, em 2007, o atual secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Diógenes Curado, afirmou que, em nenhum momento, houve suspeita da participação do senador Blairo Maggi (PR) e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) no suposto esquema.

"Não tinha indícios de nenhum deles em relação à investigação. Em momento algum, chegamos a esses nomes. O que foi cogitado e ocorreu era uma investigação do Caso Sanguessugas, que se desmembrou no caso do dossiê", declarou, em entrevista ao MidiaNews.

Conforme reportagem publicada na revista Veja, na semana passada, a revelação de toda a negociata de um dossiê foi feita por Expedito Veloso, um ex-bancário que integrou o núcleo central da campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

Ele teria dito que Maggi e Abicalil se uniram com o propósito de prejudicar a então senadora Serys Slhessarenko (PT) e o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). Ambos teriam pago R$ 2 milhões ao empresário mato-grossense Luiz Antônio Vedoin para envolvê-los na "Máfia das sanguessugas.

"O Abicalil já tinha negociado com o Blairo Maggi para f…. a Serys e o Antero. Pagaram R$ 2 milhões para incluir os dois (Serys e Antero) indevidamente na lista dos sanguessugas. Saiu uma reportagem antes da eleição que arrebentou os dois. O pessoal pensou assim: ‘agora só sair outro igual que arrebenta com Serra também'", revela parte da reportagem de Veja.

Por outro lado, Diógenes Curado afirmou que a declaração não foi baseada nos autos da investigação. "São fatos que, para mim, são novidades. Agora, que a pessoa responsável pelas declarações responda pelos seus atos porque não se baseou em nada que esteja nos autos ou transcorrer da investigação", disse.

O inquérito conduzido pela Polícia Federal, sob Diógenes Curado, em 2007, foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). Passado quatro anos, ainda não houve oferecimento de denúncia ao Judiciário. 

Embora a PF tenha apreendido R$ 1,7 milhão, em notas de real e dólar, a origem do dinheiro nunca foi descoberta. 

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