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| Custos das eleições podem chegar a R$ 6,5 milhões |
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| Com 2.020.681 milhões de eleitores, a eleição em MT é considerada uma das mais caras do país |
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Em outubro a população vai às urnas escolher os novos governantes. Cada cidadão irá votar em seis candidatos: deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.
Com 2.020.681 milhões de eleitores, a eleição em Mato Grosso é considerada uma das mais caras do país em função da dimensão territorial do Estado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso estima gastar de R$ 5,8 milhões a R$ 6,5 milhões este ano.
De acordo com o coordenador do Comitê Gestor das Eleições do TRE, Carlos Henrique Cândido, boa parte desse montante será empregada no transporte das urnas para todo o Estado e fretamento de aeronave.
O custo é oneroso porque cada urna tem um destino certo. "Cerca de 20 dias antes da eleição a urna é preparada. Além de receber informações dos candidatos, a urna reconhece quem pode votar nela. Por isso, não pode ter troca ou erro de endereço", explica o coordenador.
Na última eleição, em 2008, que escolheu os vereadores e o prefeito das cidades, Mato Grosso teve 5811 seções eleitorais. Em razão da eleição deste ano contar com seis pleitos diferentes, o número será maior. Como nessa situação o tempo de votação por eleitor é maior, as seções não podem estar sobrecarregadas. "No último pleito o eleitor deu apenas dois votos, nós acabamos agregando seções. Juntamos salas com 300 e 200 eleitores. Agora, 500 eleitores são um número alto".
Consequentemente, o número de mesários também vai aumentar. O TRE vai convocar 24 mil mesários este ano. Apesar do alto dígito, muitas dessas pessoas são voluntárias. Assim que uma eleição termina, muitos mesários já se candidatam para ajudar da próxima vez. "Esses costumam ser os melhores, pois já têm experiência e trabalham por vontade própria", considera o coordenador.
De acordo com Cândido, o TRE montou 26 grupos de trabalho (GT). "Cada GT estudou seu tema, que vai desde a logística de entrega de urnas a convocação de mesários ou mesmo propaganda para que a população faça seus títulos. Pode parecer fácil, mas são muitos detalhes", explica o servidor.
Há 13 anos trabalhando no TRE, sempre na parte de execução, Cândido lembra que o sistema eleitoral brasileiro é elogiado por muitos outros países, inclusive a maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos da América. Ele considera que o sistema informatizado só foi ser implantado com sucesso porque o processo eleitoral estava muito bem organizado.
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| Notícia Postada em 17/01/2010
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